| Crescimento:
A China cresceu em média 10,53% a.a. nos últimos quatro anos. Hoje o cenário está diferente devido o contexto macroeconômico global e seus problemas regionais. No exterior a Europa passa por uma crise fiscal, os EUA brigam para recuperar espaço no comércio internacional e o Japão está em parte paralisado após o terremoto do dia 11 de março, afetando as exportações chinesas. A China enfrenta também pressão inflacionária, devido às especulações mobiliárias e dos preços das commodities (alimentos e energias).
O mercado está projetando um crescimento médio de 9,4% em 2011, o que é 0,9% menor que 2010 e 1,1% abaixo da média de 2007-2010. A balança comercial é a principal variável do PIB que tem contido o avanço da economia. No primeiro semestre de 2011 fechou em -$1.02 bilhões o que não ocorria desde 2004. A produção industrial também deve abrandar de 15,7% em 2010 para 13% em 2011 e por ultimo o consumo (pouco mais de 1/3 do PIB) vai depender de como o governo irá combater a inflação, até o momento as vendas do varejo caíram às taxas de 18,8% em 2010 para 15,8% em março de 2011.
Inflação:
Desde janeiro de 2010, o PBoC (Banco do Povo da China) aumentou 10 vezes o compulsório dos bancos (hoje em 20% a maioria deles) e 4 vezes os juros básicos para conter a inflação (de 5,31% a.a. para 6,31% a.a.). Também deixou o câmbio valorizar 4,5% para ajudar a conter a inflação, mas até o momento sem sucesso. As expectativas indicam que a inflação anual de março será 5,2%, maior que os 4,9% registrado em fevereiro.
As projeções mostram uma valorização do Yuan de 3,7% até final de 2011 e de 8,3% até final de 2012, indo de USDCHY 6,54 para USDCHY 6,30 em 2011 e USDCHY 6,00 em 2012. Os juros ainda devem subir de 6,31% para 6,50% em 2011 e 6,75% em 2012. Já a inflação deve ficar no primeiro semestre de 2011 entre 4.8 - 5.2 por cento e no segundo deve passar a abrandar o avanço.
Conclusão:
A continuidade do crescimento da economia chinesa nos próximos anos implica em voltar seu crescimento buscando aumentar a participação do consumo interno na economia (35% hoje), devido as maiores dificuldades de crescer suas exportações no mercado internacional na mesma velocidade do passado.
Por outro lado, as políticas monetárias contracionistas claramente indicam que o país busca uma taxa de crescimento menor para conter as pressões inflacionárias, o que é uma necessidade e uma demanda política.
A menor taxa de crescimento da China terá um impacto negativo sobre os preços dos ativos de risco que apresentaram alta volatilidade no passado, como ouro, prata, petróleo, gás, algodão, soja e milho reavendo a necessidade de um novo valuation dos ativos.
Abaixo segue uma tabela com as expectativas do mercado levantadas pela Bloomberg:
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