Dos €109 bilhões, €73 será financiado pela União Europeia – via EFSF¹ (European Financial Stability Facility) – e os outros €36 bilhões pelo FMI. Os €50 bilhões que serão somados da contribuição do setor privado, totalizando €159 bilhões, será por meios de trocas de títulos e rolagens de dívidas. Os bancos e investidores privados serão “convidados” a trocarem e/ou rolarem seus títulos de até 7,5 anos para 15 a 30 anos e estes terão o rendimento 2% a.a. menor (de 5,5% a.a. para 3,5%a.a.)², isto terá um deságio de €37 bilhões (valor que deixarão de ganhar) para estes investidores. Os outros €13 bilhões será por meio de um programa de recompra da dívida grega para diminuir ela.
Esta troca de dívida (aumento do prazo de vencimento) é considerada pelas agências de risco um “default seletivo ou restritivo”.
O EFSF terá novas linhas de créditos preventivas para o fundo poder ajudar instituições e países com dificuldades e também poderá atuar no mercado secundário (Open Market) após uma decisão unanime do conselho da UE.
¹: European Financial Stability Facility – Fundo europeu criado em maio de 2010 com a finalidade de resgatar países com dificuldade durante a crise fiscal. Administra €440 bilhões da União Europeia.
²: A diminuição dos juros de 5,5%a.a. para 3,5%a.a. será válido para os 3 países que estão atualmente utilizando o plano de ajuda (Grécia, Irlanda e Portugal). |