| Síntese:
Com as novas medidas de austeridades fiscal na Itália, na Espanha e na França, e a forte desaceleração do crescimento da Alemanha, as expectativas de crescimento, inflação, juros e desemprego da Zona do Euro têm sido revisados para baixo. O cenário na região segue crítico: os bancos de médio e pequeno porte enfrentam problema de liquidez; países insolventes e governos sem poder de ação fiscal para gerar estímulos à economia. Abaixo segue algumas expectativas:
Crescimento:
O crescimento da Zona do Euro teve revisão em média de -0,2% por semestre no final de 2011 de 1,85% para 1,65% e início de 2012 de 1,50% para 1,30%. A expectativa do crescimento médio da Zona do Euro em 2011 é de 1,7% ante o 2,0% no início do ano.
Inflação:
Um crescimento menor geralmente é acompanhado de menor pressão inflacionária. As estimativas de mercado na Zona do Euro indicam inflação estável em 2,5%a.a. para 2011, depois de atingir 2,8%a.a. Olhando o dado mensal observamos dois meses de deflação, o que poderá levar a inflação de volta para a casa dos 2% - meta do BCE.
Juros:
Com baixo crescimento, com inflação estável, e, com um alto nível de desemprego em 9,9%, o BCE não tem estímulo para aumentar os juros. No início de 2011, era esperado um aumento dos juros em 0,25pontos por trimestre, saindo de 1% a.a. para 2% a.a. no final de 2011. Agora as expectativas estão fixadas em 1,5% até o final de primeiro trimestre de 2012.
Desemprego:
Por ultimo, a taxa de desemprego aparece estagnada em 9,9% por meses, mas os riscos de tomar tendência de alta aumentaram após as novas medidas de austeridades fiscais serem aprovadas. Na França já é observado um aumento no desemprego de 1,3% em Julho e Junho e 0,7% em maio, por exemplo. No próximo dia 31 de agosto a agência Eurostat deve divulgar o novo relatório de desemprego da Zona do Euro, junto com a taxa de desemprego do segundo trimestre da França, que pode apontar um aumento expressivo. | |