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  • Elaboramos uma série de perguntas e respostas sobre o acordo europeu do Summit que ocorreu no dia 8 de dezembro.
  • Os yields (rendimentos) dos títulos de 10 anos da Itália tem pressionado o primeiro ministro italiano a uma renuncia. Os rendimentos dos 10 anos da Itália hoje avançaram acima de 6,5% seguindo uma trajetória parecida com os de Portugal, Irlanda e Grécia antes de recorrerem ao EFSF para pagar suas obrigações. Com os yields acima de 6,5% - 7% por um longo período passa ser insustentável para o governo conseguir pagar suas obrigações, já que o crescimento está abaixo de 1%a.a. fazendo com que o governo não gere receitas suficientes. A Itália possui mais títulos que Irlanda, Portugal e Espanha juntos em circulação (1,6 trilhões de euros em dívida). O que da um total de $307 bilhões de euros em rendimentos a serem pagos em 2012 ou cerca de 20,5% do PIB, e outros 37 bilhões de euros até o final deste ano. Abaixo, segue o gráfico dos yields da Grécia, Irlanda, Portugal, Espanha e Itália. Pode se observar que Itália e Grécia são 100% do foco do mercado financeiro em relação à crise fiscal no momento. Os yields de Portugal, Espanha e Irlanda ficaram “para trás”, enquanto de Grécia e Itália bateram highs nos últimos dias.
  • Para a China qualquer contribuição para o salvamento da zona do euro está crivada de riscos – e ainda não foi declarada nenhuma soma -, mas, para muitos analistas, as vantagens para a China são, de longe, bem superioras ao perigo do fracasso.
  • Síntese: Com as novas medidas de austeridades fiscal na Itália, na Espanha e na França, e a forte desaceleração do crescimento da Alemanha, as expectativas de crescimento, inflação, juros e desemprego da Zona do Euro têm sido revisados para baixo. O cenário na região segue crítico: os bancos de médio e pequeno porte enfrentam problema de liquidez; países insolventes e governos sem poder de ação fiscal para gerar estímulos à economia. Abaixo segue algumas expectativas: Crescimento: O crescimento da Zona do Euro teve revisão em média de -0,2% por semestre no final de 2011 de 1,85% para 1,65% e início de 2012 de 1,50% para 1,30%. A expectativa do crescimento médio da Zona do Euro em 2011 é de 1,7% ante o 2,0% no início do ano. Inflação: Um crescimento menor geralmente é acompanhado de menor pressão inflacionária. As estimativas de mercado na Zona do Euro indicam inflação estável em 2,5%a.a. para 2011, depois de atingir 2,8%a.a. Olhando o dado mensal observamos dois meses de deflação, o que poderá levar a inflação de volta para a casa dos 2% - meta do BCE. Juros: Com baixo crescimento, com inflação estável, e, com um alto nível de desemprego em 9,9%, o BCE não tem estímulo para aumentar os juros. No início de 2011, era esperado um aumento dos juros em 0,25pontos por trimestre, saindo de 1% a.a. para 2% a.a. no final de 2011. Agora as expectativas estão fixadas em 1,5% até o final de primeiro trimestre de 2012. Desemprego: Por ultimo, a taxa de desemprego aparece estagnada em 9,9% por meses, mas os riscos de tomar tendência de alta aumentaram após as novas medidas de austeridades fiscais serem aprovadas. Na França já é observado um aumento no desemprego de 1,3% em Julho e Junho e 0,7% em maio, por exemplo. No próximo dia 31 de agosto a agência Eurostat deve divulgar o novo relatório de desemprego da Zona do Euro, junto com a taxa de desemprego do segundo trimestre da França, que pode apontar um aumento expressivo.
  • ta semana um indicador que mede o nível de estresse do mercado financeiro foi divulgado pelo Federal Reserve de St. Louis mostrando que o mercado se encontra a níveis extremos de estresse. Em duas semanas o indicador pulou de 0,041 para 0,733, nível visto pela ultima vez pouco antes do anúncio do QE2 em Agosto de 2010. O aumento atual ocorreu após o mercado perder a confiança em relação aos problemas fiscais americanos, do sistema financeiro europeu e o rebaixamento da S&P do rating da dívida americana.
  • No dia 21 de julho de 2011 a comissão europeia chegou ao acordo de como será o segundo pacote de ajuda da Grécia. A principal novidade em relação ao ultimo pacote é a participação do setor privado. Dos €109 bilhões, €73 será financiado pela União Europeia – via EFSF¹ (European Financial Stability Facility) – e os outros €36 bilhões pelo FMI. Os €50 bilhões que serão somados da contribuição do setor privado, totalizando €159 bilhões, será por meios de trocas de títulos e rolagens de dívidas. Os bancos e investidores privados serão “convidados” a trocarem e/ou rolarem seus títulos de até 7,5 anos para 15 a 30 anos e estes terão o rendimento 2% a.a. menor (de 5,5% a.a. para 3,5%a.a.)², isto terá um deságio de €37 bilhões (valor que deixarão de ganhar) para estes investidores. Os outros €13 bilhões será por meio de um programa de recompra da dívida grega para diminuir ela. Esta troca de dívida (aumento do prazo de vencimento) é considerada pelas agências de risco um “default seletivo ou restritivo”. O EFSF terá novas linhas de créditos preventivas para o fundo poder ajudar instituições e países com dificuldades e também poderá atuar no mercado secundário (Open Market) após uma decisão unanime do conselho da UE. ¹: European Financial Stability Facility – Fundo europeu criado em maio de 2010 com a finalidade de resgatar países com dificuldade durante a crise fiscal. Administra €440 bilhões da União Europeia. ²: A diminuição dos juros de 5,5%a.a. para 3,5%a.a. será válido para os 3 países que estão atualmente utilizando o plano de ajuda (Grécia, Irlanda e Portugal).
  • O segundo pacote aprovado para ajudar a Grécia será de cerca de $109 bilhões de euros. As decisões finais tomadas pelos líderes europeus em relação à dívida da Grécia são de: - Dobrar o prazo de vencimento dos títulos de 7,5 anos para 15 anos. - Reduzir a taxa de juros de 5,5% para 3,5% dos países que estão atualmente usando o pacote de ajuda do EFSF. O setor privado irá arcar com cerca de $50 bilhões de euros através de contribuição e um programa de recompra de dívidas. O restante será provido pelo FMI e BCE. Por ultimo, os líderes europeus decidiram aumentar o espaço de atuação do fundo EFSF¹. Agora ele contará com linhas de créditos preventivas que irá ajudar instituições financeiras em dificuldades através de empréstimos e terá o direito de comprar bônus no mercado aberto (Open Market), após aprovação unânime de todos os governos. Porem economistas alertam que os $440 bilhões que o fundo tem atualmente para intervenções é 2 a 3 vezes menor do que precisará caso tenha que interver na Itália ou Espanha. A decisão hoje de prolongar os títulos deverá fazer com que as agências de riscos considerem este movimento um default seletivo ou parcial, mas o Conselho Europeu deixou claro que foi uma decisão excepcional em um momento também excepcional, ou seja, não deverá ocorrer novamente. ¹: O EFSF (European Financial Stability Facility) é o fundo levantado por 16 governos da Zona do Euro totalizando $440 bilhões de euros para financiar os países com dificuldade em pagar suas obrigações.
  • Conforme nossas considerações abaixo, podemos observar que a economia americana continua a apresentar crescimento lento, baixa geração de empregos e demanda pouco aquecida. Uma recuperação nos preços dos ativos – Bolsas e Commodities – dependeria de um aquecimento mais forte, o que não é a expectativa dos agentes econômicos internacionais.
  • A continuidade do crescimento da economia chinesa nos próximos anos implica em voltar seu crescimento buscando aumentar a participação do consumo interno na economia (35% hoje), devido as maiores dificuldades de crescer suas exportações no mercado internacional na mesma velocidade do passado.



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