- A Moody's colocou em revisão 114 bancos europeus.
""A Moody's afirmou que, para todos os bancos afetados, os principais fatores que vão determinar se eles serão rebaixados são: pressões e incertezas causadas pelo ambiente operacional difícil; pressões sobre lucratividade; vulnerabilidades dos ativos desses bancos; desafios impostos pelo acesso a financiamento mais caro e restrito; e riscos inerentes a qualquer atividade do mercado de capitais.""
Lembrando que quando a S&P rebaixou a França e demais países ela afirmou que: a revisão negativa de bancos europeus poderia fazer com que novos cortes dos ratings soberanos fossem efetuados!
- A agenda de indicadores econômicos desta semana está dividida entre dados positivos nos EUA e negativos especialmente na Europa. Os principais indicadores e eventos serão:
• Grécia e suas negociações.
• Leilões de títulos europeus (riscos de yields maiores).
• PIB da Zona do Euro, projeções do dado trimestral do quarto trimestre de 2011: de 0,1% para -0,4%.
• Agenda extremamente positiva nos EUA.
O maior risco para o mercado será a TROIKA (FMI, Comissão europeia e BCE) vetar novamente o segundo pacote de resgate grego.
- Os principais indicadores da próxima semana são:
• o PMI Manufatureiro na China caindo de 50,3 para 49,6 (abaixo de 50 indica uma expectativa negativa em relação à atividade econômica).
• o ISM manufatureiro dos EUA positivo de 53,9 para 54,5.
• O relatório de emprego americano com os payrolls abaixo dos anteriores, porem, continuam com valores apreciados. A taxa de desemprego espera-se que fique estável em 8,5% (menor dos últimos 3 anos).
Já os principais eventos são:
• As conclusões das negociações entre bancos e Grécia e os leilões de títulos públicos da Itália.
- O statement de 25 de janeiro de 2012, comparado ao de 13 de dezembro de 2011 tem como principal mudança à extensão dos juros zero, de julho de 2013 para dezembro de 2014.
13 de dezembro de 2011:
“including low rates of resource utilization and a subdued outlook for inflation over the medium run -- are likely to warrant exceptionally low levels for the federal funds rate at least through mid-2013.”
25 de janeiro de 2012:
“including low rates of resource utilization and a subdued outlook for inflation over the
medium run -- are likely to warrant exceptionally low levels for the federal funds rate at least through late 2014.”
O FOMC também divulgou suas novas projeções para os próximos anos. Os membros do comitê agora projetam um menor crescimento em 2012 e 2013, uma menor taxa de desemprego nos próximos anos e uma inflação pouco menor. Outra importante mudança foi à inflação de longo prazo passar de 1,7%- 2% ao ano para 2%a.a. como taxa ótima para o mandato do FED.
Download do statement side-by-side
Download da tabela de projeção
- Após o alerta da Fitch nesta terça-feira (10 de janeiro de 2011) – Itália tem chance significativa de sofrer corte no rating - os leilões de títulos públicos que ocorrerão na Itália nos dias 12 e 13 de janeiro terão importância maior para o mercado financeiro. Irá ser leiloado mais de 15 bilhões de euros em títulos de curto e longo prazo, o mercado irá analisar o “bid-to-cover” e os novos yields.
- Esta noite será divulgada a inflação na China. Um dado menor que 4,2% aumentará a expectativa de novos estímulos monetários por parte do PBOC, por outro lado, uma inflação maior que a passada poderá mostrar que as previsões estão erradas.
- Os indicadores da agenda global de emprego e atividade econômica nos EUA estão com expectativas melhores que os realizados anteriormente na semana que vem, com a inflação mostrando estabilidade. Desta maneira se pode esperar um ambiente positivo para as bolsas, por correlação uma queda do PU (treasuries) e do dólar.
Os riscos são um downgrade do rating de um ou mais países europeus, a quebra de instituições financeiras na Europa e surpresas negativas nos dados econômicos dos EUA.
- As grandes mudanças observadas no statement de 13 de dezembro comparado ao de 2 de novembro foram:
• 1° 13/dez: “the economy has been expanding moderately”
02/nov: “economic growth strengthened somewhat”
• 2° 13/dez: “Strains in global financial markets continue to pose significant downside risks to the economic outlook.”
02/nov: “Moreover, there are significant downside risks to the economic outlook, including strains in global financial markets.”
Estas afirmações do Fed transmitem à ideia que ainda não foi descartado a necessidade de novas compras de ativos no FOMC. Esta pode acontecer a partir da necessidade econômica – leia-se alto nível de desemprego - nos próximos meses.
- O Federal Reserve tem $586 bilhões de dólares perdidos, que não sabe dizer aonde foi parar. Este dinheiro o FED vendeu através de swaps cambiais com outros Bancos Centrais que por sua vez, emprestaram para bancos comerciais. Este fato pode inferir em maiores riscos em caso de calotes por parte da Europa e outras instituições O Federal Reserve tem $586 bilhões de dólares perdidos. Ele não sabe dizer aonde foi parar. Este dinheiro o FED vendeu através de swaps cambiais com outros Bancos Centrais que por sua vez, emprestaram para bancos comerciais. Este fato pode inferir em maiores riscos em caso de calotes por parte da Europa e outras instituições americanas. Também desde o anúncio da parceria entre o FED, BCE e outros 4 bancos centrais, a linha de swaps cambiais de 3 meses do BCE aumentou de 400 milhões para 50,7 bilhões de dólares, em 12 dias. Este foi o período de recuperação da bolsa (ES1), portanto, pode ser nestes momentos que o FED age “indiretamente” no mercado vendendo dólar e mantendo os níveis dos índices das bolsas.
- A inflação núcleo (Core) americana - excluí energia e alimentos - continua puxando nos EUA. A expectativa é que a inflação puxe de 2,0%a.a. para 2,1%a.a. enquanto o indicador cheio caia de 3,9%a.a. para 3,6%a.a. Não só nos EUA como na Inglaterra e China isto também está ocorrendo o que mostra uma pressão vendedora sobre os preços das commodities.
- O preço futuro do barril do petróleo é constituído em 60% por apostas de investidores especulativos (investidores que não produzem e não utilizam, mas alocam seu capital neste ativo passam a ter o mesmo risco) e 40% por produtores e comercializadores da matéria. Os líderes de operações nos EUA são o Goldman Sachs e o Morgan Stanley, seguidos do Citigoup, JP Morgan e outros grandes fundos de investimento.
- No próximo dia 6 de outubro o BCE deve se reunir para decidir o próximo passo da política monetária da Zona do Euro. Com os indicadores econômicos a cada dia mostrando piora no cenário global e regional e a crise da dívida dos países periféricos do grupo se agravando a expectativa que o BCE diminuirá os juros aumenta.
- Segundo uma pesquisa levantada pela Bloomberg 71% dos 42 economistas entrevistados espera que o Fed nesta quarta-feira anuncie a chamada “Operation Twist” (Operação de troca). Ela consiste em trocas de títulos do governo com maturidade curta para títulos de maturidade maiores, que garantirão juros de longo prazo baixos por mais tempo.
As outras opções que o Fed tem para combater o alto desemprego e estimular a economia são: 1) A mudança da linguagem em seus statements, como por exemplo, dizer a que nível de desemprego/inflação os juros voltarão a subir; 2) diminuir a remuneração atual de 0,25% aos bancos por deixarem seu dinheiro parado no Fed, estimulando maior volume de empréstimos; 3) e/ou, fazer nada no momento e através da linguagem estender a expectativa de que o Fed tomará uma ação no futuro, segurando o mercado.
A hipótese de uma nova rodada de compras diretas de treasuries (QE3) - que de fato aumentaria o balanço do Fed, já que as anteriores não produzirão este efeito - não foi considerada já que as anteriores não tiveram muito efeito sobre a economia.
- Obama deve pressionar o Congresso nesta quinta-feira por mais cortes dos impostos de famílias de classe média dos EUA e anunciar um programa de infraestrutura, ambos devem aumentar a demanda da economia. Também exaltou sua vontade de prorrogar um benefício fiscal sobre os salários dos trabalhadores, que reduziu a alíquota da tarifa de Seguridade Social de 6,2% para 4,2%, mas que vence no final deste ano. Com estas medidas, busca-se como objetivo o aumento do consumo privado (70% do PIB americano) e a criação de novos empregos, logo o crescimento econômico. A Bloomberg News informou que o plano injetará cerca de US$ 300 bilhões na economia no ano que vem.
Estas medidas irão dificultar o trabalho do Super Comitê criado em agosto para fazer o “equilíbrio orçamentário” – a cada aumento de um nos gastos tem que haver o corte de um no orçamento. O Comitê tem que apresentar até o final de novembro um plano de cortes fiscais de $1200bn para reduzir o déficit americano para conseguir um novo aumento do teto da dívida.
- A volatilidade no mercado financeiro no início de Setembro será mercado pelos dados de crescimentos nos EUA, Europa e China. Ao contrário do senso comum quanto pior forem os dados mais sobe o mercado, em função da forte expectativa de medidas de estímulo dos Bancos Centrais, especialmente pelo FED.
Abaixo segue os principais indicadores a serem divulgados até o dia 3 de Setembro:
- Ben Bernanke, presidente do FED, deverá enfrentar dificuldades com os seus colegas caso queira um novo afrouxamento da política monetária. A minuta mostra a falta de tempo para discussões e a abrangência das diferentes opiniões entre os 10 membros do Comitê do Federal Reserve(FED). Alguns membros optam por:
- uma compra de novos ativos;
- em aumentar a média da maturidade dos treasuries sem mudar o balanço, vendendo os de vencimento mais curtos e comprando mais longos;
- nada deve ser feito pelos riscos de gerar inflação sem resultados significativos na criação de emprego e produção.
Ao pedir um dia extra de reunião do Comitê em Setembro (20 e 21) para avaliar melhor os custos e benefícios de novas medidas, o FOMC deixou a expectativa de que outras medidas ainda podem estar sendo discutidas para o uso futuro caso o cenário da economia americana continue a piorar, isto é, dentro de um contexto de pleno emprego e estabilidade dos preços.
- JUROS:
• Canadá: Revisado em -0,25 a subida dos juros para Q4 11, Q1 12 e Q2 12. A expectativa atual é 1,25%, 1,5% e 1,75% respectivamente.
• Zona do euro deve fazer a ultima elevação dos juros durante o Q4 11 para 1,75% e manter pelo menos até Q2 12. Antes era esperado um novo aumento em Q1 12.
• Austrália agora não deve mais subir os juros a partir de Q4 11, espera-se que o país faça mais uma elevação de 4,75% para 5% no final do ano e então manter até meados de 2012.
• Mercado também precificou para baixo os juros de Q3 11 e do 1° semestre de 2012 da Suíça em -0,25%. Agora aumento dos juros na Suíça se ocorrer deve acontecer em Q4 11, porem o país luta atualmente contra uma valorização cambial via diminuição dos juros.
CRESCIMENTO REAL:
• O PIB real dos EUA foi revisado de 2,5% em 2011 para 1,8%. O crescimento de 2012 veio de 3% para 2,6%. Estes dados são anuais, ou seja, uma variação de 2011/2010 e 2012/2011.
• Menos crescimento também para a Zona do Euro e Índia no primeiro semestre de 2012 é esperado.
INFLAÇÃO:
• EUA deve ter menos inflação em Q3 11, Q4 11 e Q1 12. Diminuição de -0,1% em todos, para 3,3%a.a., 3,1%a.a. e 2,4%a.a.
• Austrália deve ter cerca de 0,50% a mais de inflação no segundo semestre de 2011 até meados de 2012 segundo novas expectativas. De 3,08 para 3,53 no 2° de 2011 e de 2,55 para 3,08 no 1° de 2012. Dados do preço do consumidor anual.
- O crescimento global segue sendo debatido pelas mesas de operações por todos os cantos. A tabela acima mostra a revisão negativa nos ultimos 2 meses do PIB real anual das principais economias mundiais.
- *TODAS INFORMAÇÕES ABAIXO FORAM TIRADAS DE PESQUISAS REALIZADAS PELA BLOOMBERG.
JUROS:
• Austrália deve manter a 4,75% os juros em Q3 11, antes se esperava um aumento para 5%.
PIB REAL:
• Canadá foi revisado para cima Q3 11 (+0,1%); Q4 11 (+0,15%); Q1 12 (+0,1%) e Q2 12 (+0,1) para 2,95%, 2,9%, 2,8% e 2,7% em taxas anuais respectivamente. Porem, a expectativa de crescimento do Canadá em 2011 e 2012 continua -0,1% e -0,2% menor que em Julho. Atualmente em 2,8%a.a. e 2,6%a.a.
• A China pela segunda semana seguida é revisada para baixo Q2 11(-0,8%) e Q3 11 (-0,85%), atualmente em 9%a.a. e 9,05%a.a. A revisão do Q3 foi de -0,3% na semana passada, para 9%a.a.
• Austrália a expectativa de crescimento em 2011 piorou nos últimos meses, caindo -0,77%a.a. as expectativas, atualmente em 2,03%a.a., porem para 2012 a situação melhorou em +0,25% indo para 4,25%a.a. nesta semana.
INFLAÇÃO ANUAL:
• Comparado a 16 de maio de 2011, as expectativas da inflação no geral ainda são maiores, porem nas ultimas semanas começaram surgir algumas reduções, especialmente no Q3 11 da Inglaterra (-0,15%a.a.), Austrália (-0,58%a.a.) e Coréia do Sul (-0,35%a.a.). Também há reduções nas expectativas para 2012 na inflação em países como: EUA, Austrália e Japão.
- O Senado americano aprovou a elevação do teto da dívida e as medidas para redução do déficit orçamentário nos próximos 10 anos. Foram 74 votos a favor e 26 contra. Em primeira instância, o teto será elevado em US$900 bilhões e os cortes anunciados serão de US$917 bilhões. Estas medidas devem evitar o calote (default) americano nos próximos meses e diminuir os riscos de um downgrade no rating da dívida dos EUA. Agora o foco do governo deve-se voltar ao amparo da economia que cresceu menos de 1%a.a. no primeiro semestre de 2011.
- A taxa de poupança voltou a crescer nos EUA 5,4%a.a (nível mais alto desde Setembro de 2010) à medida que o gasto pessoal, que corresponde a 70% da economia americana, decresceu pela primeira vez em quase dois anos, -0,1%a.a em junho. Isto devido ao medo da população quanto ao futuro de seu emprego e as altas recentes no preço dos bens de consumo comum.
A economia americana tem sofrido durante todo o primeiro semestre, agora com o governo efetivando um plano de redução de gastos no orçamento a responsabilidade deve se voltar toda para o Fed... Novas medidas são esperadas.
- Acordo: Republicanos e Democratas esboçaram um acordo para redução do déficit americano por meio de cortes das despesas federais em pelo menos US$2,1 trilhões nos próximos 10 anos e um aumento do teto da dívida do governo federal de US$2,4 trilhões em três etapas.
Condições: O aumento do teto da dívida sempre ocorrerá se aprovado o corte dos gastos público com despesas domésticas. Na primeira e segunda etapa tem-se que o plano de redução já está aprovado (em andamento) pela Câmera, Senado e assinado pelo Presidente dos EUA. Já na terceira etapa, haverá uma reunião do Comitê bipartidário para aprovação de novos cortes.
• O tamanho do corte aprovado será equivalente à elevação no teto da dívida que será então permitida. Se o corte aprovado for menor que US$ 1,2 trilhão, ou se o Congresso não chegar a um acordo, o teto da dívida será elevado em US$ 1,2 trilhão.
• Em caso de falta de acordo pelo comitê, um corte de gastos de até US$ 1,2 trilhão deverá ser feito em todo o orçamento do país – 50% em gastos domésticos e 50% em gastos de defesa – a partir de 2013. Ficam de fora dos cortes programas sociais para as classes menos favorecidas, como seguro social, Medicaid (programa de saúde), seguro desemprego e benefícios aos veteranos de guerra.
Etapas:
(1°) Elevaria o teto da dívida imediatamente em US$ 400 bilhões.
(2°) Após setembro, haveria uma nova alta de US$ 500 bilhões.
(3°) Caso os cortes no orçamento (US$917 bilhões iniciais) previsto no plano sejam realizados, o teto da dívida será novamente elevado, entre US$ 1,2 trilhão e US$ 1,5 trilhão, dependendo igualmente dos cortes nos gastos aprovados, que será votado dia 23 de Dezembro por um Comitê bipartidário.
As elevações devem cobrir as necessidades de empréstimo do Tesouro dos EUA até 2013. Este plano significa que o gasto doméstico irá cair para o nível mais baixo desde os anos 50, porem Barack Obama afirmou que não será um “empecilho” para a economia.
Votação: Este plano deverá ser votado no final da tarde de hoje (21 de Agosto) na Câmera dos Deputados e no Senado, ainda há um empasse quanto os impostos e alguns cortes profundos dos gastos.
- O crescimento econômico voltou a ser questão do mercado depois da:
• ultima divulgação do PIB real americano na sexta (29/7/11), 1,3%a.a. no segundo trimestre e do primeiro ser revisado de 1,9% para 0,4%a.a.,
• dos índices de gerentes de compras manufatureiras saírem “flats” (próximos de 50) no mês de Julho na China, Europa e EUA,
• e o plano de redução do déficit americano em pelo menos US$2,1 trilhões nos próximos 10 anos estar próximo de um acordo.
Além disso, o Banco do Povo da China anunciou que o combate da inflação continuará sendo a prioridade para o segundo semestre de 2011, sendo assim, o país continuará a desacelerar o seu crescimento, limitando o sucesso do crescimento de outras economias.
- O PIB real dos EUA cresceu 1,3% anualizado no segundo trimestre deste ano. Com o consumo privado (70% da economia) crescendo apenas 0,1% no trimestre o resultado foi aquém do esperado pela média dos economistas procurados pela Bloomberg, 1,8%a.a. O fraco consumo privado, a alta recente do preço da gasolina e outros bens, a dificuldade de criar empregos e um plano para redução do déficit sendo discutido serão obstáculos duros para a economia voltar a crescer a taxas ótimas de 3%a.a.
- Os 433 deputados dos EUA votaram hoje a favor do plano republicano de dois estágios para redução do déficit orçamentário e aumento do teto da dívida. Os republicanos votaram em peso no seu plano atingindo além dos 217 votos precisos para aprovação. Agora o plano segue para o Senado onde os democratas possuem a maioria, caso seja reprovado, a solução poderá sair somente no final do prazo assim como o mercado espera. Se democratas e republicanos não entrarem em acordo para aumentar o teto da dívida, o governo americano não conseguirá pagar cerca de 44% das suas obrigações do mês de Agosto, US$134 bilhões, o que poderia levar o mercado ao pânico.
- O BCE decidiu por unanimidade manter o juro básico da Zona do Euro em 1,25% a.a. No entanto, Jean-Claude Trichet, presidente do Banco, ao ler o statement utilizou a expressão “Strong Vigilance”, conhecida por anteceder uma possível alta dos juros na próxima reunião em Julho.
Também importante notar que na Press Conference realizada após a reunião, a grande preocupação foi claramente a situação da dívida Grega. Fato novo ainda não muito discutido foi a enfatização de Trichet ao dizer que o setor privado é fundamental para ajudar na reestruturação fiscal da região.
- As expectativas do crescimento global têm sofrido quedas consecutivas, segundo pesquisas da Bloomberg, conforme mostramos na tabela.
Os impactos nestas duas últimas semanas são:
. Juros globais em queda
. Preços das commodities em queda
. Bolsas em queda.
Risco: mercados numa única direção podem sofrer “squeezes”...
- Apesar dos dados ruins da economia dos EUA divulgados hoje – mercado de construção muito fraco e a variação da atividade de produção industrial em abril ter sido zero – os mercados continuam reagindo na tendência dos últimos dias. Qual? A compra de dólares e a venda de ativos de risco.... tudo em função do final do QE2... iniciada após o último FOMC.
- Apesar dos dados de produção chinesa apontar uma desaceleração – reflexo das medidas macroeconômicas do país – a inflação na China veio um pouco mais forte que o mercado esperava o que aumenta a expectativa do Banco do Povo da China aumentar mais uma vez nos próximos dias os juros e/ou compulsórios. Continuação da realização das commodities é esperada.
- Os primeiros efeitos da política de juros baixos do Fed mantida na reunião do FOMC de 27 de Abril, foi à continuidade da desvalorização do dólar diante das outras moedas internacionais. A queda do dólar provoca inflação nos países emergentes, via aumento dos preços das commodities. Os países emergentes que mais crescem – China, Índia e Brasil – deverão ter que endurecer o combate à inflação, contendo o crescimento econômico. A tendência das bolsas é negativa!
- Após a divulgação do statement a bolsa americana disparou assim como o valor dos treasuries (yields pra baixo) com a expectativa de que a política de juros baixo do Fed ainda continue por um “extend period” que segundo Bernanke significa “algumas reuniões”. Hoje em sua primeira conferência trimestral Bernanke afirmou que o fim do QE2 não trará impactos significativos para o mercado e que o início do aperto monetário irá começar quando o Fed achar que a economia encontra-se num estágio de recuperação mais que moderado. Durante o discurso Bernanke também falou sobre o dólar, segundo ele, o dólar forte é de interesse global, mas só teremos um dólar forte com uma economia americana forte, logo pode se esperar um dólar ainda fraco no curto prazo até o fim deste “extend period”.
- O grande assunto nas mesas do mundo é: Como será a primeira conferência com Bernanke após o FOMC? Isto porque nunca ocorreu uma como está antes e está próximo do fim do QE2.
Neste momento o certo é que os juros permaneceram entre 0-0,25p.p. até fim do ano ao menos. Quanto ao QE2 o mercado está parado esperando o discurso do Bernanke após o FOMC para levantarem suas expectativas de como o Fed conduzirá a Política Monetária daqui pra frente.
Nos próximos dias podemos ter um aumento da volatilidade nos mercados até estes se ajustarem caso haja mudanças de expectativas dos juros e dólar. O statement amanhã também poderá vir pouco menos positivo como o ultimo, mas deverá apontar que a economia continua crescendo desde a ultima reunião do comitê.
- A imagem evidencia uma clara pressão inflacionária há pouco mais de um ano ao redor do mundo. Ativos de proteção devem ser preferidos.
- As pesquisas levantadas pela Bloomberg indicam que o primeiro trimestre americano terá uma forte queda na taxa de crescimento do seu PIB real, abrandando de 3,1% para 1,8% na primeira revisão no dado trimestral anualizado. A expectativa da inflação continua crescente, hoje em 2,7% com pico esperado de 3,0% no meio do ano, enquanto os juros seguem em manutenção até 2012. Com isso, a expectativa do dólar segue de desvalorização, um reflexo da política do Fed de “retardar” o ciclo de alta dos juros enquanto outras economias já iniciaram e manter a política monetária frouxa.
- A China no próximo dia 14 divulgará o PIB real do 1° trimestre de 2011. A expectativa do mercado é de queda de 9,8% para 9,4%a.a. Nos EUA e no Japão o PIB do primeiro trimestre deve cair de 3,3% para 3% e 1,25% para 0,65% respectivamente. Isto continua impactando negativamente nos mercados internacionais.
- Hoje, 8 de Abril, a inflação anual média de 2011 projetada aumentou em 0,3%, de 2,3% para 2,6% ao ano. Resultado da alta na expectativa da inflação leva a uma fuga dos treasuries pelo fato dos juros reais estarem caindo.
- A inflação estimada de Março pela agência Eurostat foi de 2,6%a.a. acima meta do BCE, “abaixo, mas próximo de 2%”. Esta informação fortalece a expectativa do aumento de 0,25p.p. na taxa de juros na próxima reunião no dia 7 de Abril.
- Os juros pagos por Portugal e pela Irlanda aumentaram após a eclosão da crise fiscal da Grécia, abril-maio de 2010. Os gráficos mostram que:
1) Os juros de Portugal estão acima dos 7%, nível considerado crítico pelo mercado e insustentável para o governo arcar com seus compromissos; e,
2) Os juros da Irlanda estão quase 2% acima do nível que estava 11/2010 quando o país solicitou oficialmente a ajuda da União Europeia e FMI.
O pacote de apoio à Grécia não eliminou os riscos de default na Europa. O Euro futuro está próximo do seu topo gráfico em relação ao dólar (EURUSD $1,4064). Com a crise fiscal e creditícia apontada na alta dos juros, podemos estar próximos de uma boa venda do Euro (queda)!
- A expectativa de uma alta dos juros na Europa no dia 7 de Abril cresceu depois que dois membros da Comissão Monetária do BCE disseram que as incertezas econômicas geradas pelo terremoto no Japão não devem interferir na política do banco. Mais cedo o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, falou ao Parlamento que não tem o que adicionar no seu discurso do dia 3 de março, onde adimitiu um possível aumento dos juros em um futuro próximo. Com isso um cenário positivo no euro pode ser esperado.
- Economistas consultados pela Bloomberg revisaram em 0,1% para baixo suas expectativas em relação ao PIB real dos EUA depois do terremoto no Japão. Se o impacto japonês sobre a economia americana for de apenas 0,1% o mercado pode já ter andado o suficiente (vide juros fechando), já que a economia vem se recuperando em passos maiores.
- No dia 26 de Janeiro o ínicio do statement do FOMC dizia:
"Information received since the Federal Open Market Committee met in December confirms that the economic recovery is continuing, though at a rate that has been insufficient to bring about a significant improvement in labor market conditions."
Agora, no dia 15 de Março o tom do Fed foi totalmente mais otimista ao dizer:
"Information received since the Federal Open Market Committee met in January suggests that the economic recovery is on a firmer footing, and overall conditions in the labor market appear to be improving gradually."
Com a melhora na visão econômica do Fed a probabilidade de uma nova rodada de compras de títulos fica cada vez menor, podendo elevar os juros.
- O relatório de desemprego dos EUA do mês de fevereiro que será divulgado no dia 4 de março apresenta algumas divergências, com viés positivo. Embora espera-se que o “unemployment rate” suba de 9% para 9,1%, os payrolls (folhas de pagamento) das empresas americanas apresentam expectativas de forte aumento. A melhora nos “payrolls” reflete a retomada do mercado de trabalho dos EUA e a futura queda do “unemployment rate”. Isto poderá mexer na política do Fed e do QE2 antes do esperado.
- Já são 3 dos 9 participantes do comitê do Bank of England (BoE) que votam a favor do aumento dos juros - Andrew Sentance, Spencer Dale e Martin Weale. O mercado espera o aumento para o início de maio, dependendo de indicadores como o crescimento do PIB (negativo em 0,5% a.a., atualmente). Até maio o BoE espera que o PIB real do primeiro trimestre de 2011 volte a ser positivo, já que termina o rigoroso inverno que pesou negativamente sobre a economia no ultimo trimestre. Com isso, a expectativa da valorização da libra se mantém...
- A confiança do consumidor americano vem se fortalecendo a cada semana. De janeiro para fevereiro desde ano o seu principal indicador – Consumer Confidence US – saltou de 60.0 para 70.4, o maior valor em três anos. Tal confiança é refletida na maior demanda do consumidor americano, podendo levar ao surgimento de pressões inflacionárias. Isto fortalece a expectativa de um aumento na taxa de juros no mercado.
O aumento nos preços das commodities também ajuda no avanço dos preços finais dos bens. Os últimos indicadores a confirmarem o fato foram: (1) o índice dos gerentes de compra nos EUA (ISM index) com maior leitura desde maio de 2004, 60,8, e; (2) o índice de preços do produtor (PPI) – 0,8% m.m. e 3,7% a.a., que confirmam uma economia mais robusta, onde começa a haver repasse dos custos da produção de bens e serviços para o consumidor.
- Em 18 de fevereiro a China elevou o compulsório dos Bancos pela segunda vez no ano, passando de 19 para 19,5%, válido para o próximo dia 24. As medidas contracionistas do Banco do Povo da China devem conter o crescimento em 2011 para no máximo 9,4% a.a., contra 10,2% a.a. em 2010. Ruim para commodities em geral...
- Como a inflação está em 4%a.a., acima da meta de 2%, o mercado tem especulado sobre a elevação do juro a partir do segundo trimestre e, portanto, tem apostado na valorização da libra. A divulgação nesta quarta-feira da minuta do Banco da Inglaterra (BoE) pode trazer informações relevantes sobre a tendência da inflação/taxa de juros, segundo o BoE.
- Quatro dos cinco principais indicadores econômicos estão com expectativas positivas do mercado. A confiança do consumidor, a encomenda dos bens duráveis, o PIB e a confiança do consumidor (Universidade de Michigan) estão positivos! Na contramão, a venda de novas casas deverá apresentar queda com referência ao mês de janeiro, reafirmando a dificuldade do setor para se recuperar da crise.
- O CPI – consumer price index US – do mês foi de 0,4% superando a expectativa do mercado de 0,3% novamente. O núcleo deste indicador (exclui-se comida e energia) teve o maior aumento desde outubro de 2009, 0,2% no mês. Isto reflete os produtores começando a repassar os custos da produção para os consumidores mais cedo que o esperado devido o aumento do preço das commodities.
- A minuta do Federal Reserve elevou as expectativas de crescimento para 2011, passando de 3 -3,6 em novembro para 3.4 – 3,9. Os membros da mesa reconheceram que os riscos de virada da taxa de crescimento do PIB e da inflação (chances de deflação) diminuíram com isso a probabilidade de uma expansão do QE2 passa a ser menor.
- Situação pré eleitoral do partido Democrata, de Obama, é desvantajosa tanto na Câmara quanto no Senado.
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